LIBERDADE PARA APRENDER

LIBERDADE PARA APRENDER

* Benjamim da Silva Amorim
                                             **Márcia Severina silva saleze
O direito ao aprendizado não pode ser privilégio de alguns”.

Quando falo em direito de aprender não me refiro apenas ao direito que cada pessoa como cidadão tem de freqüentar uma escola. Refiro-me também e principalmente ao direito desta pessoa ter acesso às informações que irão de encontro as suas necessidades.
Segundo Carl Rogers psicólogo americano, criador da teoria centrada na pessoa, a principal preocupação de qualquer educador, deveria ser o de facilitar o aprendizado de algo que tenha a ver com as necessidades do aluno ao invés de impor-lhe ensinamentos, que, exatamente por não estar de acordo com estas necessidades o sujeito não terá o menor interesse em aprender.
Este autor transportou para a educação toda sua experiência adquirida em psicoterapia, na qual empregava os conceitos que privilegiam o saber que cada ser humano tem de si mesmo. A psicoterapia utilizando estes conceitos foi denominada por Rogers de Psicoterapia Centrada no Cliente, isto porque o importante é a pessoa e não a patologia. Quando estes conceitos foram utilizados na educação ele os denominou de Aprendizagem Centrada no Aluno. A exemplo da psicoterapia, no aprendizado o mais importante é o aprendiz e não o conteúdo.
A conclusão que Rogrs chegou em seus muitos anos de experiência como psicoterapeuta e professor é que o ser humano é dotado de uma capacidade muito grande de crescimento, esta capacidade foi denominada por ele de capacidade atualizante.
Partindo deste princípio, Carl Rogers acreditava que quando é dada ao sujeito a liberdade de utilizar todas as suas potencialidades, criando as condições necessárias ao crescimento que é inerente a todo ser humano, o aprendizado acontece naturalmente, (1986) especialmente, que para ele quando o aluno e professor são colocados no mesmo nível de importância, quebra-se o clima de superioridade do mestre e o aluno fica mais descontraído para aprender. O professor deixa de ser um sábio diante de um ser supostamente inferior, para ser um facilitador de aprendizagem para outro ser exatamente igual a ele.
Estas idéias de Rogers foram contestadas por muitos teóricos da educação. Isto é compreensível, pois elas foram de encontro a métodos empregados ao longo dos tempos, muitos até já transformados em paradigmas. Não é fácil aceitar uma forma de ensinar que considere o professor no mesmo nível do aluno como esta proposta por Rogers.
Com o passar do tempo e com a divulgação destas idéias pelos seguidores de Rogers, muitas escolas ao redor do mundo foram incluindo em seus programas de ensino uma fórmula de ensinar que privilegia as potencialidades do aluno. Um bom exemplo disto é a Escola Nova em São Paulo, que além de utilizar métodos facilitadores ainda privilegiando a subjetividade do sujeito.

Bibliografia:

ROGERS, CARL – Tornar-se Pessoa – São Paulo-Ed. Martins Fontes. 1997
ROGERS, CARL - Liberdade para Aprender – São Paulo-Ed. Martins Fontes, 1986
www.escolanova.com.br


*Psicólogo Humanista-Psicoterapia Centrada na Pessoa.
Graduado em psicologia pela Universidade FUMEC de Belo Horizonte.
Pós-graduado em Psicoterapia Humanista-Abordagem Centrada na Pessoa, pela      Universidade FUMEC de Belo Horizonte.

**Psicóloga Humanista-Psicoterapia Centrada na Pessoa.
Graduada em psicologia pela Unifenas da cidade de Alfenas.
Pós-graduada em Psicoterapia Humanista-Psicoterapia Centrada na Pessoa, pela Universidade FUMEC de Belo Horizonte.

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