VIOLÊNCIA ESCOLAR ?

 

Nesta época de mandos e desmandos está ficando quase impossível identificarmos com clareza fatos ou situações que no passado não deixavam dúvidas.

Hoje em dia está muito na "moda" falar sobre violência escolar. É só abrirmos um jornal, ligar um rádio ou televisão e lá está uma manchete: "aluno (a) agride professor (a) em sala de aula". Isto quando a manchete não é mais agressiva: "aluno entra armado em escola e esfaqueia professor que lhe deu nota baixa".

Parece uma epidemia e não é só em escolas de ensino básico ou médio. Também não é só em escolas públicas. Está ocorrendo em escolas públicas ou privadas, nas grandes e pequenas cidades, em periferia ou regiões centrais. É como se a tal violência escolar, estivesse passado por um processo de democratização, atingindo todas as classes, sociais, econômicas, religiosas... Para completar até nas faculdades já há casos de violência. Há bem pouco tempo um professor de uma escola superior de Belo Horizonte foi esfaqueado até a morte por um aluno dentro da escola em que trabalhava.

Porém, não é preciso ser muito atento para observar que estão setorizando a violência, conforme os interesses de cada setor. Já há movimentos dentro da justiça pleiteando o combate a violência dentro dos locais onde a mesma precisa ser feita. Está cada dia mais comum juízes serem agredidos, em alguns casos até a morte, como foi o caso daquela juíza do Rio de Janeiro no ano passado.

O que dizer dos servidores da saúde que são agredidos por usuários inconformados com o atendimento recebido nos postos de saúde ou nos serviços de urgência? E o movimento de motoristas de taxis em várias cidades do Brasil no sentido de ter mais segurança no trabalho?

"Violência é um comportamento que causa intencionalmente dano ou intimidação moral a outra pessoa ou ser vivo. Tal comportamento pode invadir a autonomia, integridade física ou psicológica e até mesmo a vida de outro. É o uso excessivo de força, além do necessário ou esperado. O termo deriva do latim violencia (que por sua vez o amplo, é qualquer comportamento ou conjunto de deriva de vis, força, vigor); aplicação de força, vigor, contra qualquer coisa".
No parágrafo acima está o conceito sobre violência retirado do portal http://pt.wikipedia.org. Como se pode observar é um conceito bem amplo.


Fazendo uma análise bem simples podemos encaixar atitudes e comportamentos que ocorrem diariamente em nossas escolas, fóruns, hospitais, postos de saúde, lares, ruas, etc.

O aluno que é obrigado a estudar em salas de aula com goteiras, vidros quebrados, escolas com banheiros sujos, não está sendo submetido a uma volência? Quando se tenta "abrir" a cabeça do aluno para colocar algo que ele nem sabe para que serve, também não é uma violência? E aqueles alunos que recebem transferência simplesmente porque não conseguem ser encaixado nas "normas" da escola por ter uma dificuldade como o TDAH, por exemplo, também não estão sendo violentados?

E o pobre do aposentado que recebe o grande salário mínimo e que muitas vezes é obrigado a aguardar anos por um a decisão judicial? Isto não é violência? E quando o médico receita o medicamento que custa "olho da cara" e o poder público se nega a oferecer, é ou não é uma violência?

Como podemos verificar a violência se tornou um fato corriqueiro em nosso meio. Ela está presente em todos os lugares: escolas, lares, palácios da justiça, enfim em todos os locais em que há pessoas para serem agredidas ou para ser agressoras. Portanto, setorizar a violência não é a decisão mais inteligente para melhorar a segurança pública. Podemos até baixar os níveis de violência dentro das escolas, e depois que o aluno ou professor passar do portão para fora? Podemos dar segurança ao magistrado dentro dos fóruns, e quando ele ou a família estiver na rua?

Parece-me que nossos governantes fariam muito mais pela segurança, se ao invés de ficarem analisando estatísticas tomassem algumas atitudes, que embora sejam antipáticas do ponto de vista eleitoral, poderiam realmente ter alguma eficácia, como por exemplo, a construção de locais para recuperação social, aprovação de leis que diminuíssem as "brechas" por onde muitos criminosos são deixados de fora e não pagam pelo que fizeram.

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