A INCLUSÃO NÃO É PARA TODOS ?


Por inclusão entende-se: a possibilidade de garantir a participação de todos os indivíduos na sociedade. O termo inclusão vem sendo usado nas políticas públicas visando garantir a integração das pessoas especiais em ambientes comuns, como escolas e mercado de trabalho, através de ações e programas sociais que visam melhorias em sua vida. Há projetos desenvolvendo oficinas, cursos, palestras direcionados a defesa dos direitos e a participação na vida social. IBDD, Instituto Brasileiro de Defesa dos Direitos a Pessoa com Deficiência, tem suas ações voltadas para mercado de trabalho, direito e esportes. A Wikipédia, enciclopédia livre define a inclusão como: "Oportunidades de acesso a bens e serviços, dentro de um sistema que beneficie a todos e não apenas aos mais favorecidos no sistema em que vivemos. Incluir é um termo abrangente envolve participação efetiva em todo o processo. Significa estar presente, decidir, participar. Hoje não se concebe discriminar as diferenças. Todos somos seres humanos com características próprias, habilidades, aptidões visíveis ou não e temos garantido pela legislação, o direito a frequentar um espaço de múltiplas atividades. Em seu Art.5º a Constituição Federal garante: “Todos são iguais perante a lei”.
Fonte: www.portaldaeducacao.com.br


Conforme o exposto acima concluímos que a inclusão deve beneficiar todas as pessoas com algum tipo de necessidade. Na educação especificamente, parece-me que a inclusão não é bem entendida. É importante e necessário as escolas abrirem as portas para alunos que apresentam algum tipo de necessidade. Porém, em meu ponto de vista não deveria existir “quem pode e quem não pode” ser assistido. Deveria ser dada a todos a mesma oportunidade de inclusão. É fácil incluir um cadeirante que certamente terá um “bom comportamento” até mesmo pelas suas limitações. Também crianças cujo comportamento não vai de encontro às regras disciplinares do sistema. Todos estes são bem vindos. Porém, como se diz na gíria, se for alguém que não encaixa nestas condições, “o bicho pega”. Sabemos que crianças ou adolescentes podem apresentarem dificuldades que dificultam a relação interpessoal, como por exemplo a TDAH. Nestes casos não é raro a estudante ser abandonado a sua própria sorte. É comum ouvirmos frases assim: “a escola não deu conta, só nos resta a transferência”. Assim aquele aluno pula de escola em escola. Não sei se é o caso de ficar procurando a quem responsabilizar por situações assim. Contudo, creio que é o momento dos responsáveis pela educação repensar o conceito de inclusão, já que este diz que todos têm os mesmos direitos. Porque excluir os “indisciplinados” involuntários?

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